Feb 26 • Equipa Appy Learning

Como a Geração Z Enfrenta o Trabalho em Diferentes Culturas e Economias

A Geração Z, nascida entre meados da década de 1990 e os primeiros anos de 2010, está a transformar a forma como o mundo encara o trabalho. Porém, será que os seus valores e prioridades são universais ou variam consoante o país e o contexto em que vivem? Que diferenças surgem entre os países desenvolvidos — onde existem mais oportunidades, mas também maior pressão — e os países em desenvolvimento, onde o trabalho é, muitas vezes, uma necessidade básica?

O Que Define a Geração Z no Trabalho?

De forma geral, a Geração Z partilha algumas características centrais no contexto profissional:

  • Procura por propósito: Esta geração privilegia empresas cujos valores se alinhem com os seus próprios, como a sustentabilidade, a diversidade e a responsabilidade social.
  • Flexibilidade em detrimento da estabilidade: Ao contrário das gerações anteriores, os jovens da Geração Z preferem horários flexíveis, trabalho remoto e um equilíbrio saudável entre a vida profissional e pessoal.
  • Domínio da tecnologia: Crescendo numa era digital, veem a tecnologia como uma aliada essencial para trabalhar com maior eficiência e criatividade.

Embora estas tendências sejam globais, as diversas realidades económicas e culturais moldam profundamente a maneira como a Geração Z encara o trabalho e estabelece prioridades.
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Países Desenvolvidos: Propósito e Bem-Estar como Prioridade

Nos países mais desenvolvidos — como o Reino Unido, a Alemanha ou o Japão —, a Geração Z vive o trabalho com maior possibilidade de escolha, o que permite definir prioridades mais específicas:

  • Equilíbrio entre vida pessoal e profissional: A geração rejeita o modelo tradicional de trabalho excessivo e dá preferência a empresas que respeitam os limites da vida pessoal e promovem a autonomia individual.
  • Alta rotatividade profissional: É comum que estes jovens mudem de emprego frequentemente, em busca de algo mais alinhado com os seus valores ou para evitar exaustão profissional.
  • Impacto social e ambiental: Procuram empregos que não sejam apenas uma fonte de rendimento, mas que contribuam também positivamente para a sociedade e para o ambiente.

Ainda assim, a Geração Z em países desenvolvidos enfrenta desafios significativos, como a pressão para atingir níveis altos de sucesso em mercados extremamente competitivos. Este cenário pode levar a níveis consideráveis de ansiedade e esgotamento.
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Países em Desenvolvimento: Segurança e Sobrevivência como Prioridades

Nos países em desenvolvimento, como a Angola, o Brasil, a Índia, a Nigéria ou o Bangladesh, a relação da Geração Z com o trabalho é, frequentemente, marcada pela necessidade de garantir o básico para sobreviver:

  • Valorização da estabilidade: Ao contrário dos seus pares em economias desenvolvidas, os jovens em países menos favorecidos procuram segurança financeira, mesmo que isso implique menor flexibilidade ou insatisfação profissional.
  • Empreendedorismo por necessidade: As taxas elevadas de desemprego e os mercados informais levam muitos a empreender, não por escolha ou paixão, mas como forma de subsistência.
  • Menor foco no propósito: Nestes contextos, o trabalho é frequentemente encarado como uma responsabilidade económica e familiar, mais do que como realização pessoal.

No entanto, o aumento do acesso à internet e às redes sociais está gradualmente a fomentar novas ideias e expectativas entre os jovens, aproximando-os de tendências globais.
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Cultura e as Prioridades da Geração Z

Para além dos fatores económicos, as diferenças culturais desempenham um papel crucial na forma como a Geração Z encara o trabalho:

  • Nos países asiáticos, como a China e o Japão, onde o coletivo é mais importante do que o indivíduo, o trabalho é frequentemente visto como uma obrigação perante a sociedade e a família.
  • Por outro lado, nos países ocidentais mais individualistas, como os Estados Unidos ou a Austrália, os jovens valorizam sobretudo a independência e a realização pessoal.
  • Em sociedades hierárquicas, como a Coreia do Sul, os conflitos geracionais são mais notórios, com os jovens da Geração Z desafiando normas conservadoras e estruturas de autoridade.

Estas nuances culturais, em vez de constituírem barreiras, ajudam a moldar a forma como a Geração Z adapta as suas prioridades locais às tendências globais.
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Conclusão

A Geração Z está a transformar a maneira como o mundo trabalha, mas as suas prioridades variam significativamente consoante o contexto cultural e económico. Enquanto nos países desenvolvidos prevalece a busca por propósito, equilíbrio e impacto social, nos países em desenvolvimento a necessidade de segurança económica e estabilidade continua a ser prioritária.

Apesar destas diferenças, esta geração tem em comum a capacidade de desafiar as normas tradicionais e de pressionar empresas e mercados a adaptarem-se aos seus valores. Contudo, permanece a questão: estarão as organizações e os governos preparados para acompanhar estas mudanças?